RISCO DE CHEIAS E INUNDAÇÕES
De acordo com o contexto das previsões meteorológicas e hidrológicas para o território da Região de Coimbra nas próximas horas/dias, reforçamos que o aumento caudais dos rios da bacia hidrográfica do Mondego, em particular nas áreas historicamente vulneráveis dos rios Ceira e Mondego já muito afetadas pelos recentes eventos, devem merecer especial atenção e preocupação das populações utilizadoras ou residentes das margens esquerda e direita do rio Mondego.
Pese embora a monitorização e vigilância ativa na bacia hidrográfica do Rio Mondego, em particular nos rios Alva, Ceira, Mondego e Arunca, onde o efeito das últimas precipitações tem potenciado um aumento significativo dos caudais afluentes à ponte açude de Coimbra, com os efeitos de alagamento paulatino das margens.
Mantendo-se a previsão do aumento de escoamento, devem ser adotadas as medidas cautelares preventivas de antecipação nas zonas historicamente vulneráveis a cheias e inundações como Coimbra, Soure, Montemor-o-Velho e Figueira da Foz, não circulando nem permanecendo nas vias marginais ao leito central do rio Mondego, em particular a jusante do açude ponte de Coimbra.
Efeitos observados
De realçar apenas, e até ao momento, o aumento do caudal do rio Mondego na ponte na Açude de Coimbra, é 1457 m3/s às 16h00, verificando-se os primeiros impactos nas zonas mais baixas dos rios Ceira e Mondego, afetando as margens a montante de Coimbra.
Efeitos expectáveis
A situação meteorológica e hidrológica atual, baseada nas previsões disponíveis, e pelo acumular dos efeitos cumulativos dos anteriores eventos meteorológicos pode originar:
- A ocorrência de inundações em zonas urbanas e ribeirinhas, sobretudo em áreas historicamente vulneráveis ao longo do Rio Mondego e dos seus afluentes Ceira, Alva e Arunca, causadas pela acumulação de águas pluviais e eventual obstrução dos sistemas de drenagem;
- A ocorrência de cheias rápidas nos rios Ceira e
- Cheias progressivas no leito do Rio Mondego, com possível transbordo em zonas baixas;
- Instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros), motivados pela infiltração da água no solo;
- O arrastamento de estruturas e objetos soltos para as vias rodoviárias ou o desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, motivadas pelo vento forte;
- Piso rodoviário escorregadio e formação de lençóis de água.
- É expectável, nas próximas horas, o aumento de caudais elevados no Rio Mondego e nos rios Ceira, Alva e Arunca.
Medidas preventivas
Face ao quadro meteorológico previsto e à manutenção de caudais elevados, recomenda-se à população:
- A retirada, das zonas confinantes ao Rio Mondego, Ceira, Alva e Arunca, normalmente inundáveis, de equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens, colocando-os em locais seguros;
- A salvaguarda dos animais, retirando-os de zonas suscetíveis a inundação;
- Não atravessar, a pé ou com viaturas, estradas, linhas de água ou zonas submersas;
- Não atravessar, circular ou permanecer em pontes e outras vias de acesso inundadas ou historicamente inundáveis;
- Evitar qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, historicamente sujeitos a cheias rápidas;
- Manter-se informado através dos Órgãos de Comunicação Social e dos Agentes de Proteção Civil, seguindo rigorosamente as recomendações emitidas.
- O Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, em articulação com a APA, IP, Serviços Municipais de Proteção Civil e Agentes de Proteção Civil, continuará a acompanhar a situação e atualizará a informação quando necessário.
Para mais informações, consulte os sítios na internet:
- ANEPC – Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (prociv.gov.pt
- IPMA - Instituto Português do Mar e Atmosfera (https://www.ipma.pt/pt/index.html)
- Agência Portuguesa do Ambiente APA (https://apambiente.pt/)