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AVISO À POPULAÇÃO 4/DCS/2026 | PRECIPITAÇÃO, VENTO, AGITAÇÃO MARÍTIMA E QUEDA DE NEVE – MEDIDAS PREVENTIVAS
PRECIPITAÇÃO, VENTO, AGITAÇÃO MARÍTIMA E QUEDA DE NEVE - MEDIDAS PREVENTIVAS
publicado a 3 de Fevereiro de 2026

AVISO À POPULAÇÃO

PRECIPITAÇÃO, VENTO, AGITAÇÃO MARÍTIMA E QUEDA DE NEVE - MEDIDAS PREVENTIVAS

  1. SITUAÇÃO

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê, para os próximos dias, um agravamento do estado do tempo em Portugal continental devido à influência da Depressão LEONARDO com precipitação, vento forte, agitação marítima forte e queda de neve, salientando-se:

  • Períodos de chuva, por vezes forte e persistente, a partir da tarde de hoje, 3 de fevereiro;
  • Vento forte, com rajadas até 75 km/h no litoral a sul do Cabo Mondego e até 95km/h nas serras do Sul;
  • Agitação marítima forte na costa ocidental, com ondas de noroeste até 6 metros, podendo atingir os 11 metros de altura máxima;
  • Queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela, com acumulações até 25cm acima de 1600 metros e entre 10 e 15cm acima de 1000metros, e nas serras do Norte e

Informação meteorológica em www.ipma.pt

Informação Hidrológica

De acordo com a informação da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) salienta-se:

–       3 de fevereiro - Bacias hidrográficas e municípios potencialmente atingidos por inundações fluviais:

  • Rio Vouga: Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Ovar, Vagos e Cantanhede;
  • Rio Águeda: Águeda;
  • Rio Mondego: Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Soure;
  • Rio Lis: Leiria;
  • Rio Tejo: Abrantes, Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira, Vila Nova da Barquinha;
  • Rio Sorraia: Coruche, Benavente;

§  Rio Sado: Alcácer do Sal, Santiago do Cacém – com caudais superiores aos habituais, perigo para todas as atividades humanas realizadas no leito do rio e perigo potencial para aquelas que se realizem nas margens e áreas que se encontram inundadas.

  • 3 de fevereiro - Bacias hidrográficas e municípios em situação de vigilância:
    • Rio Lima: Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima;
    • Rio Cávado: Braga; Barcelos; Vila Verde;
    • Rio Ave: Santo Tirso, Trofa; Vila Nova de Famalicão;
    • Rio Douro: Gondomar, Porto; Vila Nova de Gaia; Lamego; Peso da Régua;

§  Rio Tâmega: Chaves, Amarante - pode ocorrer uma subida de caudal acima do previsto. Recomenda-se o acompanhamento da situação hidrológica.

  • 4 e 5 de fevereiro - Elevado risco de inundações:
    • Rio Vouga: Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Ovar, Vagos e Cantanhede;
    • Rio Águeda: Águeda;
    • Rio Mondego: Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Soure;
    • Rio Tejo: Abrantes, Almeirim, Alpiarça, Azambuja, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Gavião, Golegã, Mação, Salvaterra de Magos, Santarém, Vila Franca de Xira, Vila Nova da Barquinha;
    • Rio Sorraia: Coruche,

–       4 e 5 de fevereiro - Elevado risco de inundações:

  • Rio Lima: Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima;
  • Rio Cávado: Braga; Barcelos; Vila Verde; Esposende;
  • Rio Ave: Santo Tirso, Trofa; Vila Nova de Famalicão;
  • Rio Douro: Gondomar, Porto; Vila Nova de Gaia; Lamego; Peso da Régua;
  • Rio Tâmega: Chaves,

Informação hidrológica em https://apambiente.pt

 

  1. EFEITOS EXPECTÁVEIS

Este quadro meteorológico deverá ser mais gravoso entre a tarde de hoje, 3 de fevereiro, e quinta-feira, 5 de fevereiro, sendo expectável:

  • A ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento ou por galgamento costeiro;
  • A ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras;
  • A instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, fenómeno que pode ser potenciado pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização do solo;
  • Piso rodoviário escorregadio devido à possível formação de lençóis de água ou à acumulação de gelo e/ou neve;
  • Possíveis acidentes na orla costeira, devido à forte agitação marítima;
  • Arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública;
  • Desconforto térmico na população devido ao aumento da intensidade do
  1. MEDIDAS PREVENTIVAS

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:

  • Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
  • Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
  • Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
  • Evitar o estacionamento de veículos em áreas arborizadas;
  • Fechar e reforçar estores e janelas, em especial os que estão virados na direção do vento;
  • Recolher estruturas exteriores para evitar que sejam arrastados;
  • Fixar objetos no exterior e de varandas e parapeitos, como vasos, mobiliário de jardim ou outros;
  • Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais;
  • Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;
  • Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tomando especial atenção à eventual acumulação de neve e/ou formação de lençóis de água nas vias rodoviárias;
  • Evitar a circulação em vias afetadas pela acumulação de neve e quando isso não for possível, adotar as seguintes medidas:
    • Verificação do estado dos pneus e respetivas pressões;
    • Transporte e colocação das correntes de neve nos veículos;
    • Assegurar o abastecimento de combustível em níveis que permitam percorrer trajetos alternativos ou a permanência do veículo em funcionamento por longos períodos de tempo, em caso de retenção nas vias afetadas;
    • Nos veículos elétricos, deve ser verificada a carga da bateria e analisada a existência de postos de carregamento no seu itinerário;
    • Garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento;
    • Providenciar alimentos adequados em quantidade e características, assim como medicamentos, de acordo com o número e tipologia de ocupantes dos veículos.
  • Nas vias afetadas pela acumulação de neve, evitar viagens com crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais;
  • Evitar circular naquelas vias com veículos pesados, em particular articulados, veículos com reboque e veículos de tração traseira;
  • Restringir ao máximo possível os movimentos de veículos e de pessoas apeadas, nas zonas potencialmente afetadas pela queda de neve;
  • Evitar qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações;
  • Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou veículos para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
  • Retirar das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou outros bens para locais seguros;
  • Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

Acompanhe também as recomendações da Direção-Geral da Saúde em www.dgs.pt.

ANEPC | Divisão de Comunicação e Sensibilização

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