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Câmara Municipal aprova designação como entidade gestora da AIGP 2.0 da Lousã
Operação Integrada de Gestão da Paisagem pretende reforçar a resiliência do território após a tempestade Kristin
publicado a 15 de Junho de 2026

A Câmara Municipal da Lousã aprovou, na Reunião de Câmara de 08 de junho, a designação do Município como entidade gestora da Área Integrada de Gestão da Paisagem 2.0 — AIGP 2.0 da Lousã — e como entidade responsável pela elaboração e execução das respetivas Operações Integradas de Gestão da Paisagem 2.0.

A decisão surge na sequência da publicação do Despacho n.º 6522/2026, de 21 de maio, que determinou a constituição das Áreas Integradas de Gestão da Paisagem no concelho da Lousã, entre outros territórios, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 28-A/2020, de 26 de junho.

Esta medida assume particular relevância no contexto dos danos provocados pela tempestade Kristin, que afetou áreas significativas de povoamentos florestais, originando acumulação de material lenhoso derrubado ou partido e, consequentemente, um aumento do risco de incêndio rural e de proliferação de agentes bióticos nocivos.

A AIGP 2.0 constituída no Município da Lousã abrange 13.840 hectares, correspondendo à totalidade da área do concelho. A delimitação da OIGP 2.0 da Lousã abrange 12.943 hectares, integrando aproximadamente 7.319 hectares de área florestal, dos quais cerca de 342 hectares apresentam povoamentos significativamente afetados pela tempestade Kristin, de acordo com as estimativas provisórias disponíveis.

As áreas afetadas são maioritariamente constituídas por povoamentos puros de pinheiro-bravo e eucalipto, verificando-se também a existência de árvores tombadas, partidas ou em risco de queda pertencentes a outras espécies florestais. Esta realidade verifica-se nas cinco freguesias do concelho, razão pela qual a OIGP 2.0 será estruturada em cinco Unidades de Intervenção, correspondentes ao território administrativo de cada freguesia.

No âmbito desta operação, são elegíveis intervenções de gestão florestal, controlo fitossanitário, restabelecimento de acessos, estabilização de áreas críticas, garantia da segurança de populações, infraestruturas e ecossistemas, bem como investimentos imateriais associados à execução da operação.

Com esta deliberação, a Câmara Municipal da Lousã assume um papel central na coordenação de uma resposta coletiva e integrada, articulando o esforço dos proprietários, das entidades públicas e dos agentes locais com uma estratégia de gestão da paisagem orientada para a redução do risco, a recuperação dos espaços afetados e o reforço da resiliência do território.

A aprovação desta proposta constitui, assim, um passo importante para a recuperação das áreas florestais danificadas, para a prevenção de riscos futuros e para a promoção de uma gestão mais ativa, integrada e sustentável da paisagem no concelho da Lousã.

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